HISTÓRIAS INFANTIS EM LIBRAS
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Piaget, Vygotsky e Wallon – Tripé teórico da Educação
Piaget, Vygotsky e Wallon – Tripé teórico da Educação
por walkiriaroque
Jean PIAGET
Pesquisar como alguém incorpora um novo conhecimento, como o constrói foi o pontapé inicial de sua “teoria”. Postula que ao se deparar com algo novo, o indivíduo tenta remetê-lo a qualquer coisa com que já tenha tido contato, que já conheça. Imaginemos que nossa cabeça fosse um gavetão de arquivos, com várias pastas suspensas (que antigo, isto nem é mais usado!) onde categorizamos tudo aquilo que sabemos. Assim que temos contato com algo novo, é como se abríssemos este gavetão para procurarmos algo similar, parecido, nas pastas suspensas (categorias) que já possuímos, mas não encontramos nada similar. A esta primeira estranheza do novo, Piaget nomeou assimilação, isto é, reconhecer alguma coisa como diferente do que eu já conheço. A partir deste reconhecimento, do contato com a novidade, da experimentação, o indivíduo refina seus conhecimentos e incorpora uma nova informação, o que proporciona a criação de um novo conceito, nova categoria, o surgimento de uma nova pasta suspensa em nosso gavetão (ou a criação de uma subpasta). A esta nova partição criada, organizada, sistematizada Piaget chama de esquema.Incorporado novo esquema mental, assume-se a acomodação, que define um conhecimento aprendido, incorporado, introjetado.
Vejamos um exemplo:
Uma criança de dois anos e meio conhece diferentes cachorros: pretos, marrons, brancos, de pequeno, médio e grande portes, manchados, lisos, de pelo curto, de focinhos gelados, rabos grandes, etc. Já tem criado em seu gavetão o esquema mental “cachorro”. Numa determinada situação esta criança se depara com um cavalo. Abre seu gavetão mental e procura algo similar. O que tem de mais parecido é o “cachorro”. Neste momento chama o cavalo de “cachorro gigante, ou mamãe cachorro que comeu demais”, entre outras hipóteses. O que importa é que ela tentará “ligar” o cavalo aos animais que já conhece. Como seu repertório é pequeno, precisará lançá-lo ao conhecido: o cachorro. A intervenção de alguém mais experiente é essencial: é ele quem possibilitará novo olhar para este pseudo-cachorro, com perguntas que permitam desafios, problemas para a criança:
– Este animal é mesmo um cachorro? Perceba seu focinho. É igual ao do cachorro? E seu corpo, já tinha visto um cachorro deste tamanho? E as unhas? O rabo é do mesmo tamanho? Etc.
Enfim, questionamentos simples farão com que a criança perceba que este já não se trata de um cachorro, que ele não se enquadra neste esquema mental. Isto representa assimilação.
Depois de algumas experiências com cavalos, desenhos, leituras, visualizações, comparações a criança conseguiu criar nova categoria – cavalo. O reconhecimento do cavalo equivale ao conceito de acomodação. Agora a criança já sabe o que é cavalo e o que é cachorro.
Toda esta seqüência acontecida, do olhar algo novo a apreendê-lo, é o definido como processo de equilibração, para Piaget. Recapitulando:
1.Criança conhece cachorro – está na chamada zona de equilíbrio, de conforto.
2. É apresentada a um cavalo – tenta categorizá-lo como cachorro, mas não consegue, é diferente – zona de desequilíbrio, de desconforto.
3. De tantas experiências com um cavalo, aprende a categorizá-lo – zona de equilíbrio, de conforto novamente.
A função do professor nesta perspectiva é “desequilibrar os esquemas mentais do aluno”, oferecer desafio compatível àquilo que conhece. É necessário um mecanismo contínuo de sondagem dos conhecimentos prévios dos alunos para perceber necessidades de intervenção.
Piaget organizou também os chamados estágios de desenvolvimento, que determinam o nível maturacional da criança, quais suas apropriações de acordo com seu tempo. Suas principais características:
1º período: Sensório-motor (0 a 2 anos)
- Período de percepção, sensação e movimento.
- É regido pela inteligência prática.
2º período: Pré-operatório (2 a 7 anos)
- Função simbólica – linguagem – comunicação
- Egocentrismo (reconhece, assume, percebe o seu ponto de vista)
- Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação – finalismo
- Jogo simbólico = faz de conta, imaginário
- Animismo – características humanas a seres inanimados
- Realismo – materializar suas fantasias
- Artificialismo – explicar fenômenos da natureza através de atitudes humanas
3º período: Operações concretas (7 a 11 ou 12 anos)
- Reorganiza, interioriza, antecipa ações
- Diferencia real e fantasia
- Estabelece relações e admite diferentes pontos de vista
- Tem noções de tempo, velocidade, espaço, causalidade
4º período: Operações formais (11 ou 12 anos em diante)
- Esquemas conceituais abstratos
- Valores pessoais
Lev Semenovitch VYGOTSKY
Vygostsky tem como palavra-chave interação social, o que implica dizer que o desenvolvimento do indivíduo se dá através da relação com o outro, com o mundo.
O conceito de mediação simbólica trata do conceito de intermediação, da relação homem-mundo, que acontece através de duas formas:
a) Instrumentos: objetos, ferramentas criadas pela necessidade de intervenção do homem no mundo – ação. Se toda produção do homem é cultura, a encara como alargadora de possibilidades. Exemplo: o homem precisava percorrer grandes distâncias, inventou o avião, o navio, claro que o que não está em questão é o tempo que se levou para a constituição final destas invenções, mas sim, da necessidade atendida através da idealização.
b) Signos / símbolos: são representações. Exemplo: o símbolo de masculino e feminino. Sentido, significado objetivo. Esta é a primeira categoria. Na segunda, os símbolos demandam abstrações mais elaboradas, internalizadas, reflexivas. Exemplos: noção de tempo. E quando dizemos a palavra mesa. Uma pessoa que escuta já traz em sua memória um desenho qualquer de mesa, a idéia do que é uma mesa, para que ela serve.
A linguagem, contemplada como instrumento do pensamento, tem duas funções:
Comunicação: expressão, intercâmbio social.
Categorização: de classificação, conceituação do mundo: representa inteligência prática.
Zona de desenvolvimento proximal
Conceitos atrelados: conhecimento real e conhecimento potencial
Conhecimento real é aquele em que há o domínio, aquilo que se conhece, sabe, articula. É passado. Exemplo: sei fazer arroz.
Conhecimento potencial é aquele que se pode dominar com a ajuda de outro mais experiente, por exemplo: apesar de saber fazer arroz, só consigo fazer risoto com a ajuda de minha avó, pois ela organiza toda a seqüência da receita para que eu não me perca.
A distância entre o conhecimento real e o conhecimento potencial é chamada de zona de desenvolvimento proximal. É o “lugar imaginário” onde o professor deve atuar no aluno. Se tivermos 42 alunos numa sala de aula, teremos 42 z.d.ps diferentes.
Henri WALLON
Defendeu a idéia da compreensão da criança completa, concreta, contextualizada, vista de forma integral, isto é, não mais encarada como um adulto em miniatura, mas sim, como um ser numa etapa de especificidades. Segundo ele são quatro os campos funcionais que visualizam a criança de modo “integrado”:
1. As emoções: manifestação afetiva, relação = interação criança e meio onde está inserida.
2. O movimento: primeiro sinal de vida psíquica. Vislumbrada em duas dimensões:
a) expressiva: base das emoções, de expressão.
b) instrumental: ação direta sobre o meio físico, concreto. Voluntário.
3. A inteligência: 1º momento = sincretismo = misturar as coisas, confusão = não separa qualidade do objeto. Exemplo: criança de dois anos que tem um colega cujo nome da mãe é o mesmo da sua, não aceita a idéia (o nome Maria é da sua mãe, não da mãe do outro).
Com as experimentações da criança sobre o mundo, progressivas diferenciações ocorrem, o que proporciona o ampliar de seu repertório de categorizações. Isto não quer dizer que nunca mais, após a infância, estejamos sujeitos ao “sincretismo”. As grandes invenções, as diferentes idéias surgem de momentos de sincretismo, de mistura, de confusão, de possibilidades, de criatividade.
2º momento = pensamento categorial = conceitual (acontece na idade escolar) possibilidade de pensar o real por meio de categorias, diferenciações, classificações.
4. A contrução do “eu” como pessoa: Como constrói a consciência de si. Inicialmente o indivíduo está na fusão emocional – No útero materno, necessidades alimentares ou posturais têm satisfação automática. Pós nascimento mamãe e bebê ainda são encarados como um todo, o que representa para WALLON alto grau de sociabilidade – ela e outro = um só, para depois o indivíduo perceber-se enquanto único, o que nomeiaprocesso de individuação.
É caracterizado de duas formas:
– imitação do outro = maneira de “incorporar o outro”, o outro como modelo, referência.
– negação do outro = para perceber o limite “eu-outro” manifesto meu ponto de vista através de condutas de oposição, o que representa a expulsão do outro em si mesmo.
Picos desta constituição acontecem com 3 e 13 anos, aproximadamente, apesar da considerar que esta diferenciação “eu-outro” nunca é completa, total, ocorre durante toda a vida.
Pode-se assumir, segundo WALLON que a relação destes quatro campos funcionais não é sempre de harmonia, mas sim, de conflito.
Fonte: http://walkiriaroque.com/
Síndrome de Irlen? Nunca ouvi falar! | #NaEscola
Você conhece a Síndrome de Irlen? Se sua resposta for sim, saiba que é um profissional muito ligado aos novos conhecimentos; mas, se sua resposta for não, fique tranquilo: você pertence ao grupo da maioria!
A maioria das pessoas desconhece o que é a Síndrome de Irlen (S.I.). Isso porque, no Brasil, a S.I é conhecida há apenas 5 anos; portanto, temos muito a desvendar. A Síndrome de Irlen (S.I.), também conhecida comodislexia de leitura, é um problema que passa despercebido aos olhos de muitos profissionais, já que possui características muito semelhantes à dislexia.
É uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Isso produz alterações visuo-perceptuais, causando dificuldades principalmente com a leitura. Segundo dados do Hospital de olhos de Minas Gerais, de 2015, a prevalência da S.I. é maior do que a dislexia, sendo 4 para cada 10 crianças.
Exemplos de: uma visão distorcida, uma visão com letras embaralhadas, e de letras que parecem saltar do papel (foto: Irlen Central England)
Fique atento aos sintomas mais comuns:
- Cefaleia (dor de cabeça),
- Coceira nos olhos,
- Os olhos lacrimejam,
- Enjoo,
- Intolerância à luz/ desconforto causado pela luz solar,
- Dificuldade visuo-espacial,
- Dificuldades de aprendizagem,
- Problemas significativos com a leitura: leitura fragmentada, omissão ou troca de letra, as letras parecem pular ou ficam distorcidas, costumam perder ou pular linhas na leitura de um texto,
- Muita dificuldade em manter o foco e a concentração num texto lido,
- Insegurança com esportes de bola e também ao descer e subir uma escada rolante,
- Sonolência e distração.
A observação em sala de aula é fundamental para o apoio do diagnóstico precoce. Se o seu aluno possui alguma destas características, suspeite e o encaminhe para uma avaliação psicopedagógica (leia mais sobre quando encaminhar a criança a um especialista aqui).
Os profissionais da escola devem saber que crianças com S.I. enxergam bem e não percebem que possuem estas alterações ou distorções na visão – o que significa que, ao serem encaminhadas ao oftalmologista, a avaliação poderá ser “normal”. A S.I. é detectada através de um exame de processamento visual realizado por um profissional da saúde ou de educação devidamente capacitado. Os profissionais que recebem este treinamento são chamados de Screening.
O momento ideal para se identificar a síndrome é por volta dos 6 ou 7 anos de idade, por ser a fase inicial de aquisição da leitura e escrita. E aí, fica o questionamento: quantos alunos são confundidos ou ligados a adjetivos negativos (preguiçoso, desmotivado, entre outros) como consequência de um diagnóstico falho?
Exemplos de Overlays – sobreposições coloridas. Em alguns casos, também são usadas overlays em formato de régua (foto: Upgrade Ape)
Observe os principais sinais da S.I. que podem ser detectados em sala de aula:
- Por conta da fotofobia (sensibilidade à luz), a criança costuma demonstrar uma percepção de brilho excessivo ao usar as folhas brancas, o que atrapalha o desenvolvimento da leitura escrita,
- Faz uma leitura fragmentada ou silabada,
- Na escrita, as letras podem estar grafadas de maneira tremida ou flutuantes, fora das linhas,
- Costuma pular linhas ou pedaços do texto no momento de uma leitura. É possível perceber este fato quando a criança lê em voz alta ou apresenta problemas com a interpretação de texto,
- Perda freqüente da atenção em situações de leitura,
- Estresse visual, ou seja, o aluno pisca muitas vezes, os olhos lacrimejam ou ainda coçam e protegem os olhos.
O tratamento realizado baseia-se no uso de transparências coloridas, também chamadas de “overlays”, para a leitura de textos em papel ou no computador/tablet, que neutralizam o contraste luminoso. Para cada pessoa utiliza-se uma cor diferente após a avaliação do processamento visual.
Existem óculos, por enquanto, produzidos apenas nos Estados Unidos, com a coloração das lentes específica à necessidade do sujeito. Infelizmente, eles continuam sendo inviáveis para boa parte das famílias, não só pelo custo, mas também porque o grau da criança ainda é instável.
Óculos são feitos com a coloração da lente específica à necessidade da criança (foto: KBMT Images Worldnow)
Como adaptar as atividades em sala de aula? Confira algumas dicas:
- Primeiro passo: aproxime-se sempre do seu aluno. Muitas vezes eles nos dão pistas sobre o que fazer.
- Vale ressaltar que a S.I. não tem nenhuma relação com a inteligência. As dificuldades explicitadas são extintas com o uso das transparências ou lentes específicas.
- Motive o seu aluno o máximo que puder, pois, quando ele se sente acolhido e seguro, consegue driblar melhor algumas dificuldades. É muito comum que estas crianças tenham uma inteligência acima da média, já que precisam o tempo todo de um esforço muito maior que os demais para resolver situações-problema.
- Cuidado com o contraste da folha e do texto (claro e escuro – preto no branco). Use o texto de cor escura em um fundo claro (não branco). Se você já souber qual é a cor de conforto da criança, utilize-a sempre, seja através da mudança de cor da folha, seja com o apoio das overlays.
- Se a criança ainda não tem a overlay, as pastas plásticas coloridas, conhecidas como pasta em L no Brasil, também podem ser utilizadas na adaptação das atividades de leitura. Para a escrita, utilize as folhas de sulfite coloridas ou outro tipo de papel, também com alguma cor. Dê preferência a papéis mais espessos e foscos, para evitar que o outro lado fique transparente… nada de brilho!
- Use e abuse das figuras para explicar novos conteúdos ou reforçar conteúdos antigos.
- Evite palavras sublinhadas ou em itálico. O negrito é bem-vindo.
- Aproveite as atividades que envolvam o pensamento e o raciocínio lógico, pois, em grande parte das vezes, crianças com S.I. possuem habilidades nesta área.
- Utilize jogos como o quebra-cabeça e peças tridimensionais.
- Explore a criatividade da criança.
- É necessário, sempre, descobrir como o aluno aprende melhor (tendo ele S.I. ou não). Perceba como ele prefere aprender, se gosta de explorar, sentir, ouvir ou ver. Isso ajuda muito!
Utilize programas para o computador ou tablet como: Irlen Colored Overlays – para computadores e notebooks (tem um pequeno custo); Irlen Colored Overlay App – para Smartphone android e tablet (tem um pequeno custo); Color Overlay, ferramenta de sobreposição de cor que pode ser adicionada ao Google Chrome através do painel de administração do Google Apps (este recurso é gratuito e muito bom, utilizado apenas em ambiente web); Ssoverlay – semelhante ao Color Overlay, do Google, porém para ser utilizado no Windows. Bem interessante e gratuito.
Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.
Fonte: http://naescola.eduqa.me/
A criança que não aprende
Este é um bom material para reflexão sobre as dificuldades de aprendizagem
Trata-se de um programa de reflexão. Por que algumas crianças não aprendem? Como identificar as dificuldades e por que elas acontecem? A UNIVESP TV visitou três escolas municipais de São Paulo. Registrou em imagens algumas aulas e, em entrevistas com professores e coordenadores pedagógicos, opiniões acerca do tema. Esse material foi analisado por duas especialistas, Silvia Collelo, da Faculdade de Educação da USP, e Maria Teresa Mantoan, da Faculdade de Educação da Unicamp. Elas afirmam que não é justo responsabilizar os alunos e as famílias pelos problemas e que o ensino — e não a aprendizagem — precisa ser repensado.
Depois de 2 anos de luta, decreto regulamenta lei de proteção aos autistas
Depois de 2 anos de luta, decreto regulamenta lei de proteção aos autistas
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Após muitas lutas, os familiares de pessoas que sofrem com autismo respiraram aliviados, pois o decreto da política de proteção dos direitos de pessoas com a síndrome, finalmente, foi regulamentado.
O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos 3 primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. Hoje, no Brasil, segundo dados da Associação de Defesa do Autismo(Adefa), existem, aproximadamente, 2 milhões de pessoas com algum grau do transtorno do aspecto autista.
No ano passado (2014), aconteceram vários protestos, principalmente, no Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo para a regulamentação da Lei nº 12.76. Nesta época, o deputado federal Romário (PSB-RJ) exigiu maiores atenções aos indivíduos com Síndrome de Down e Autismo, além da implementação de uma política de proteção mais ampla para os portadores das síndromes.
A nova lei garante que os autistas sejam vistos como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais. Em outra palavras, isso significa que, a partir do decreto da lei, todos os direitos inerentes às pessoas com deficiência passam a valer para autistas.
Outros itens importantes que devem ser mencionados dentro do decreto é a participação de autista no sistema educacional inclusivo, como:
- A garantia do direito ao acompanhante na escola, caso seja comprovada a necessidade
- O cuidado integral da saúde, com qualificação da rede de atenção psicossocial.
- O direito à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, respeitadas as suas necessidades.
De acordo com Iara Cristina Macedo Amaral, que tem um filho autista de 5 anos de idade, a coisa é bem diferente do papel para a realidade. “Uma pessoa com deficiência não precisa pegar fila em bancos ou lotéricas. Quando vou com meu filho ao banco, vou direto para o caixa especial. Porém, as pessoas só faltam me bater, fazem cara feia e, ainda, me chamam de folgada. Enfim, a falta de informação é enorme”, desabafa.
Ela conta ainda que outra dificuldade sãos os gastos mensais e encontrar escolas preparadas para receber deu filho de forma adequada.
As mães se organizam pela internet em grupos onde trocam informações sobre seus anjos (forma carinhosa que adotaram para se referir aos filhos especiais), trocando informações, fotos e novidades médicas sobre o assunto.
Por fim, o decreto determina ainda que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) promovam campanhas de conscientização sobre os direitos das pessoas com esse transtorno e suas famílias.
Fonte: https://www.infocoead.com.br
Pais que não acompanharem o desempenho escolar dos filhos poderão ser punidos
Pais que não acompanharem o desempenho escolar dos filhos poderão ser punidos
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) retorna aos trabalhos na terça-feira (4) com 18 itens na pauta. Entre eles, o relatório do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) sobre o projeto (PLS 189/2012) de Cristovam Buarque (PDT-DF) que estabelece punições aos pais que não acompanharem pessoalmente o desempenho escolar de seus filhos.
Quem não cumprir a regra da presença mínima estará sujeito a uma série de sanções. Entre elas, a proibição de: se inscrever em concursos públicos, receber salários caso seja servidor público, participar de concorrências na área pública e obter empréstimos em bancos e nas caixas econômicas federais ou estaduais. O descumprimento da norma também impedirá a obtenção de passaporte ou de carteira de identidade. As medidas deverão ser automaticamente revogadas a partir do retorno dos pais ou responsáveis às reuniões escolares.
– A participação dos pais na vida escolar é apresentada pelos especialistas como um dos fatores mais relevantes no sucesso escolar. A criança se sente acolhida – disse Bezerra.
Progressão funcional dos professores
Também está na pauta da Comissão de Educação o PLS 95/2013, do ex-senador Vital do Rêgo, que inclui critérios de assiduidade e inovação pedagógica para a progressão funcional dos profissionais da educação. O projeto tem relatório pela aprovação do senador João Alberto Souza (PMDB-MA). Se aprovado, o texto poderá seguir para a Câmara dos Deputados caso não haja recurso para análise pelo Plenário do Senado.
Ainda continua na pauta o PLS 214/2010, de Paulo Paim (PT-RS), que cria a Bolsa de Permanência Universitária para estudantes carentes; e o PLS 531/2011, de Zezé Perrella (PDT-MG), que exige a comprovação na contratação de seguros como condição para a participação de atletas e treinadores de futebol nas competições. Mais detalhes no link destacado abaixo.
JOTTACLUB1950 · AUGUST 2, 2015
CARTILHA ILUSTRADA POR ZIRALDO SOBRE AUTISMO
Autismo: uma realidade
Direitos Reservados à A&R - Autismo & Realidade - Associação de Estudos e ApoioIlustrado por Ziraldo -Reprodução proibida
Direitos Reservados à A&R - Autismo & Realidade - Associação de Estudos e ApoioIlustrado por Ziraldo -Reprodução proibida
Para ter acesso a cartilha Clique Aqui
Fonte: http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1311
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